quarta-feira, 18 de agosto de 2010

FUGINDO PRA OUTRO LUGAR...

Vamos fugir Deste lugar, baby Vamos fugir tô cansado de esperar Que você me carregue. Vamos fugir Pro outro lugar, baby Vamos fugir Pra onde quer que você vá Que você me carregue Pois diga que irá Pra onde eu só veja você, Você veja-me só Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul. Céu azul, céu azul. Onde haja só meu corpo nu Junto ao seu corpo nu Vamos fugir Pra outro lugar, baby. Vamos fugir Pra onde haja um tobogã, Onde a gente escorregue tô cansado de esperar Que você me carregue. Todo dia de manhã Flores que a gente regue Uma banda de maçã Outra banda de Reggae. Estamos precisando fugir...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vírgula

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

BEIJO

Quantas vezes você já beijou?
Muitas?
Nenhuma ainda?
Se você respondeu a última, não sabe o que está perdendo, pois beijar é o ato mais gostoso e sensual que existe. O beijo não tem limite e acontece, em sua maioria, com a intimidade que só os carinhos verdadeiros provocam. Não fique triste se ainda não deu o seu primeiro beijo. Ele vai acontecer tão naturalmente que você não vai nem acreditar. Vai ser tão gostoso, que passará o dia todo e a noite pensando nele.
Mesmo não tendo experimentado o doce saber de um beijo, saiba que ele pode ser treinado usando o dorso (a parte de cima) da mão. Encoste a sua boca nela e faça de conta que ela é outra boca. Assim: comece devagar e depois pressione os lábios com mais força, abrindo ligeiramente a boca.
Mas esse exercício chega a ser dispensável, pois todo mundo já nasce sabendo beijar e com o tempo, dá para ir aperfeiçoando ainda mais esse aprendizado. Não é preciso que nenhum professor ensine, além do que, cada um beija de uma maneira diferente. Mas é importante saber que ele deve vir sempre carregado de muita emoção e sensualidade.
A verdade é que quem beija uma vez vai querer beijar sempre, pois o beijo é um ato tão maravilhoso, principalmente se dado na pessoa amada, que dificilmente alguém consegue viver sem ele.
"BEIJO É QUE NEM FERRO ELÉTRICO. LIGA EM CIMA, ESQUENTA EMBAIXO"
Provavelmente você já ouviu esta frase que é muito popular e traz com ela uma grande verdade, pois ele, além de ser um gesto onde se exprime um sentimento por outra pessoa, desperta um forte erotismo.
Na hora da intimidade, do sexo, então, o beijo é muito importante e também fundamental. Nas carícias que são trocadas antes do ato sexual muitos beijos são dados, em todos os lugares do corpo, fazendo com que a pessoa chegue até ao delírio, às alturas, de tanto prazer. Existem pessoas que conseguem "gozar" apenas com um simples beijo. Imagine a força que ele tem.
Como é bom sentir as bocas se encaixando direitinho, a língua percorrendo a outra boca, numa luta constante com a outra língua, também sedenta de desejo. É maravilhoso poder dar aqueles beijinhos delicados também, na pontinha das orelhas, no pescoço, na nuca, no peito, nos pés, na barriga e onde mais a imaginação de cada um mandar. Realmente o beijo é um ato cheio de emoção e erotismo.
Curiosidades:
Que o beijo faz um bem danado ao nosso corpo, ninguém pode negar. Segundo estatísticas, 24 mil beijos é o número mínimo que o homem ou a mulher trocam no decorrer da vida. E tem mais: ele envolve os cinco sentidos, aciona 29 músculos, acelera o ritmo cardíaco de 60 para 150 batidas por minuto, produz ainda uma forte descarga de adrenalina e fortalece muito os pulmões. Deu para você sentir como ele é poderoso?
Veja abaixo quantos beijos você tem que dar para mandar embora as caloria de:
1 latinha de coca-cola = 11,5 beijos
1 barra de chocolate de 100g = 45 beijos
1 bola de sorvete de morango = 6 beijos
1 tacinha de pudim de baunilha = 10 beijos
1 bala de goma = 2,5 beijos
1 dropes = 1,5 beijos
1 pãozinho francês = 11 beijos
1 fatia de bolo sem recheio = 16 beijos
1 pedaço pequeno de pizza (100g) = 20 beijos
1 pires cheio de batatas fritas (150g) = 10 beijos
1 xícara de café com açúcar = 4,5 beijostacinha de gelatina = 5,5 beijos

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

MUDE

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Edson Marques

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

PRIMAVERA

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

Ganhei da Lilisa
Perdoe seus inimigos, mas munca esqueça o nome deles. ! ! !